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Segunda-feira, 31 de Dezembro de 2007

2008 à porta... Mas antes de isso... A história...

Neste último dia do ano de 2007 escrevo este artigo para desejar a todos um bom ano 2008 cheio de paz, alegrias, e muita sorte... Que vos calhe o Euromilhões mas que não seja quando me calhe a mim! Ah ah ah! Eu quero-o só para mim!

Estou a brincar!

A história que vos aconselho é uma das histórias mais bonitas que alguma vez li.

Já é velhinha e com certeza já a conhecem. Mas por ser uma das histórias que mais gosto e por estarmos nesta época festiva, esta história adequa-se perfeitamente...



A menina dos fósforos

"Estava tanto frio! A neve não parava de cair e a noite aproximava-se. Aquela era a última noite de Dezembro, véspera do dia de Ano Novo. Perdida no meio do frio intenso e da escuridão, uma pobre rapariguinha seguia pela rua fora, com a cabeça descoberta e os pés descalços. É certo que ao sair de casa trazia um par de chinelos, mas não duraram muito tempo, porque eram uns chinelos que já tinham pertencido à mãe, e ficavam-lhe tão grandes, que a menina os perdeu quando teve de atravessar a rua a correr para fugir de um trem. Um dos chinelos desapareceu no meio da neve, e o outro foi apanhado por um garoto que o levou, pensando fazer dele um berço para a irmã mais nova brincar

Por isso, a rapariguinha seguia com os pés descalços e já roxos de frio; levava no avental uma quantidade de fósforos, e estendia um maço deles a toda a gente que passava, apregoando: — Quem compra fósforos bons e baratos? — Mas o dia tinha-lhe corrido mal. Ninguém comprara os fósforos, e, portanto, ela ainda não conseguira ganhar um tostão. Sentia fome e frio, e estava com a cara pálida e as faces encovadas. Pobre rapariguinha! Os flocos de neve caíam-lhe sobre os cabelos compridos e loiros, que se encaracolavam graciosamente em volta do pescoço magrinho; mas ela nem pensava nos seus cabelos encaracolados.

                    A menina dos fósforos

Através das janelas, as luzes vivas e o cheiro da carne assada chegavam à rua, porque era véspera de Ano Novo. Nisso, sim, é que ela pensava.

Sentou-se no chão e encolheu-se no canto de um portal. Sentia cada vez mais frio, mas não tinha coragem de voltar para casa, porque não vendera um único maço de fósforos, e não podia apresentar nem uma moeda, e o pai era capaz de lhe bater. E afinal, em casa também não havia calor. A família morava numa água-furtada, e o vento metia-se pelos buracos das telhas, apesar de terem tapado com farrapos e palha as fendas maiores. Tinha as mãos quase paralisadas com o frio. Ah, como o calorzinho de um fósforo aceso lhe faria bem! Se ela tirasse um, um só, do maço, e o acendesse na parede para aquecer os dedos! Pegou num fósforo e: Fcht!, a chama espirrou e o fósforo começou a arder! Parecia a chama quente e viva de uma candeia, quando a menina a tapou com a mão. Mas, que luz era aquela? A menina julgou que estava sentada em frente de um fogão de sala cheio de ferros rendilhados, com um guarda-fogo de cobre reluzente. O lume ardia com uma chama tão intensa, e dava um calor tão bom! Mas, o que se passava? A menina estendia já os pés para se aquecer, quando a chama se apagou e o fogão desapareceu. E viu que estava sentada sobre a neve, com a ponta do fósforo queimado na mão.

Riscou outro fósforo, que se acendeu e brilhou, e o lugar em que a luz batia na parede tornou-se transparente como tule. E a rapariguinha viu o interior de uma sala de jantar onde a mesa estava coberta por uma toalha branca, resplandecente de loiças finas, e mesmo no meio da mesa havia um ganso assado, com recheio de ameixas e puré de batata, que fumegava, espalhando um cheiro apetitoso. Mas, que surpresa e que alegria! De repente, o ganso saltou da travessa e rolou para o chão, com o garfo e a faca espetados nas costas, até junto da rapariguinha. O fósforo apagou-se, e a pobre menina só viu na sua frente a parede negra e fria.

E acendeu um terceiro fósforo. Imediatamente se encontrou ajoelhada debaixo de uma enorme árvore de Natal. Era ainda maior e mais rica do que outra que tinha visto no último Natal, através da porta envidraçada, em casa de um rico comerciante. Milhares de velinhas ardiam nos ramos verdes, e figuras de todas as cores, como as que enfeitam as montras das lojas, pareciam sorrir para ela. A menina levantou ambas as mãos para a árvore, mas o fósforo apagou-se, e todas as velas de Natal começaram a subir, a subir, e ela percebeu então que eram apenas as estrelas a brilhar no céu. Uma estrela maior do que as outras desceu em direcção à terra, deixando atrás de si um comprido rasto de luz.

«Foi alguém que morreu», pensou para consigo a menina; porque a avó, a única pessoa que tinha sido boa para ela, mas que já não era viva, dizia-lhe muita vez: «Quando vires uma estrela cadente, é uma alma que vai a caminho do céu.»

Esfregou ainda mais outro fósforo na parede: fez-se uma grande luz, e no meio apareceu a avó, de pé, com uma expressão muito suave, cheia de felicidade!

— Avó! — gritou a menina — leva-me contigo! Quando este fósforo se apagar, eu sei que já não estarás aqui. Vais desaparecer como o fogão de sala, como o ganso assado, e como a árvore de Natal, tão linda.

Riscou imediatamente o punhado de fósforos que restava daquele maço, porque queria que a avó continuasse junto dela, e os fósforos espalharam em redor uma luz tão brilhante como se fosse dia. Nunca a avó lhe parecera tão alta nem tão bonita. Tomou a neta nos braços e, soltando os pés da terra, no meio daquele resplendor, voaram ambas tão alto, tão alto, que já não podiam sentir frio, nem fome, nem desgostos, porque tinham chegado ao reino de Deus.

Mas ali, naquele canto, junto do portal, quando rompeu a manhã gelada, estava caída uma rapariguinha, com as faces roxas, um sorriso nos lábios… mor ta de frio, na última noite do ano. O dia de Ano Novo nasceu, indiferente ao pequenino cadáver, que ainda tinha no regaço um punhado de fósforos. — Coitadinha, parece que tentou aquecer-se! — exclamou alguém. Mas nunca ninguém soube quantas coisas lindas a menina viu à luz dos fósforos, nem o brilho com que entrou, na companhia da avó, no Ano Novo."

Hans Christian Andersen



Um Bom ano 2008 cheio de coisinhas bonitas.

Jokas.

Feito pelos neurónios da Fiju às 19:11
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Quarta-feira, 19 de Dezembro de 2007

2 aninhos a fazer de conta...

Faz de conta que existe uma rapariga de 25 anos, albicastrense, que se faz chamar por Fiju.

Faz de conta que inventa um mundo muito especial, o Mundo do Faz de Conta.

Faz de conta que tem praticamente 19 mil visitas.

Faz de conta que tudo começou há dois anos!

E faz de conta que a autora do blog é uma pessoa que não lhe falta apertar nenhum parafuso.

 

Isto tudo para fazer uma homenagem a todos os visitantes deste blog que leram ou fizeram de conta que leram os 129 artigos, nos quais consegui os 666 comentários!

Para mim é uma autêntica conquista!

Este blog começou dia 1 de Dezembro de 2005. Comecei com um intuito de divagar e expor alguns pensamentos meus.

Fiju é o meu pseudónimo. Como já tenho referido, imaginei um conjunto de letras que soassem bem e achei estas harmoniosas.

No princípio pensei eu que esta palavra não existia, mas existe!

Fiju tem significado, em crioulo. Fiju macu significa filho e fiju femia significa filha.

Procurei na Internet e também existe uma loja de roupa chamada Fiju…

Ou também empresas com este nome (ou melhor dito têm a sigla ou acrónimo com as mesmas letras)…

Depois há outras palavras muito parecidas…

Tenho encontrado como Fuji, por exemplo uma variedade de maçã:

             maçã fuji

Clica aqui para saber as características da maçã.

 

Ou um restaurante japonês em Albufeira chamado por Fuji.

               Restaurante Fuji

O restaurante chama-se assim pois existe um Monte Fuji, que é a mais alta montanha da ilha de Honshu e de todo o Japão e a 35ª mais alta do mundo. É um vulcão activo, mas considerado de baixo risco de erupção.

                         Monte Fuji

E é claro, a marca de tanta máquina… Fujitsu!

 

Estas são algumas curiosidades que fui descobrindo através do meu pseudónimo inventado à toa.

Aproveitei este pseudónimo para poder escrever na Internet de uma forma livre. E portanto, escrever num blog. Mas nunca pensei que um blog tivesse tanta influência na minha vida. Mais presisamente um artigo que fiz. Foi devido a uma pesquisa de uma tira de Calvin&Hobbes, que guardo com muita estima, que a minha vida deu uma reviravolta! Mas isso… Isso é outra história à parte deste artigo.

Aqui fica, novamente, a dita tira de banda desenhada.

 

Calvin&Hobbes Pai Natal

 

Resta-me agradecer a todos os visitantes do meu blog e principalmente aqueles que dispensam um pouco do seu tempo para comentar os meus artigos.

Desejo-vos boas comprinhas para o Natal! Jokas e portem-se bem para receber também prendinhas!

Feito pelos neurónios da Fiju às 01:19
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Sábado, 1 de Dezembro de 2007

Dia Mundia contra a SIDA

Não gosto de abordar um tema de uma forma muito pesada, ainda mais sendo sobre o Síndroma de ImunoDeficiência Adquirida (extensão do acrónimo de SIDA).

Abordo hoje, porque dia 1 de Dezembro é o dia mundial contra a SIDA.

Enquanto o vírus da Imunodeficiência Humana (extensão do acrónimo de VIH) não tenha ainda degradado o sistema de defesa do corpo, a pessoa chama-se seropositiva.

Quando o sistema imunológico está já tão fraco que não consegue defender o organismo, diz-se que a pessoa tem SIDA.

Infelizmente, e será sempre em todos os casos, a maior incidência de contágio advém de material não esterilizado para se injectarem, e depois devido à falta de protecção nas relações sexuais.

É sobre a protecção nas relações sexuais que trata a música que coloquei neste artigo.

A música não está completa, até porque tem conteúdo muito forte não aconselhável a crianças, mas deixei ficar alguns excertos para compreender a história que é contada na música.

A música chama-se «Roleta Russa» é do MC* Valete e pertence ao álbum «Serviço Público» editado em 2006.

Resumindo a história… São 2 da manhã e Valete encontra-se sozinho na rua à espera de transporte, passa a Vanessa de carro ao que lhe oferece boleia para a casa dela. Sendo ela um bocadão descarada e indecente os dois aproximam-se e Valete vai comprar protecção porque nenhum tem. Quando ele chega a casa, a situação aquece e acabam por se envolverem intimamente. Mas a inconsciente Vanessa pede por tudo para ele tirar a protecção, Valete consciente do perigo recusa e ela zanga-se com ele. Como ela recusa a protecção de Valete, ele prefere sair de casa do que sujeitar-se ao risco de uma possível infecção de alguma doença sexualmente transmissível.

Esta história tem uma grande lição de moral, tanto para mulheres como para homens. O que interessa é não ceder às pressões da outra pessoa e manter-se sempre firme perante a sua saúde que é muito mais importante que uns minutos de prazer!

 

E este ano, porque não oferecerem uma prenda de Natal a vocês próprios? Protejam-se e tenham saúde!

  

* - Mestre de Cerimónias - expressão utilizada em Hip Hop

 

Clicar para ouvir

Feito pelos neurónios da Fiju às 00:01
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