Segunda-feira, 12 de Novembro de 2007

O Bolo alimentar fora do estômago... Buuuhaaaaa...

Como hei-de eu dizer…

 Hummm… 13 de Outubro… Ora hoje estamos a 12 de Novembro…

C’um caneco! Passou-se um mês e não escrevi nada no meu blog do faz de conta!!!

Mas… faz de conta que não passou um mês… Enfim!

É que não sei o que é que o senhor do tempo fez, porque parece que não dei conta pelos dias passarem!!!

Mas como se costuma dizer, quando se está a passar bem, o tempo voa! E foi o que aconteceu.

Mas tenho de contar uma das mais extasiantes experiências e com conteúdo reflexivo que alguma vez vivi!

Encontrava-me numa bela e soleada tarde de Novembro, após o almoço.

Enfiei-me num autocarro para permanecer lá durante umas módicas 6 horas de viagem (e ainda dizem que é um expresso!).

Autocarro de dois pisos, cada par de lugares tinha pelo menos uma pessoa. Espera lá! Aquele… Aquele lá mais para o fundo! Estão dois lugares vazios! Bora para lá!

Eh eh eh! Fiquei com dois lugares só para mim!!! Nha nha nha nha! Vou poder esticar-me e espojar-me nos dois lugares! Ah ah ah! Olha aqueles! Estão encolhidos porque estão com pessoas no lugar ao lado! Ah ah ah!

Mas que raio! Este assento está frio e quem é que teve a feliz ideia de por a ventilação a dar para o banco? Chiça! Que frio! Ora… como é que se desliga esta coisa! Hummm, Rodar… Não roda. Puxar para algum lado… Também não dá? Mas que coisa do demo!

Bem… Vou é sentar-me no assento do lado, junto ao corredor. Carteira para o assento onde estava sentada e toca a relaxar com os fones nos ouvidos. Eh eh eh! Porreiro!

Aiii… Mas o que é que o condutor do autocarro vem fazer ao piso superior? Vai lá para baixo conduzir!

Hummm, está à procura de alguma coisa… Deve ter sido alguma pessoa que fez asneirada! Olha e é alguém aqui de trás! Xiiiii… Ai! Ai! Está a olhar para mim??

“Ai óh menina, é melhor mudar de lugar! É que nesse lugar ao seu lado vomitou lá uma pessoa! Mas já foi lavado à hora de almoço, por isso deve estar ainda húmido. Pusemos a ventilação a dar para o assento, mas mesmo assim…”

                               Enjoar

Com certeza! – Disse eu. Acho que o meu almoço ficou com bichos-carpinteiros dentro do estômago! Aiiiii! Respira fundo… Calma! Mantém-te calma e procura outro lugar confortável… Mas que azar! A viagem começa bem… Ora… Vou é para o piso inferior, gosto mais do ambiente.

Começa a viagem.

Fones nos ouvidos, música bem fixolas, óculos de sol nos olhos, tempo de relaxar e esquecer o “bolo alimentar” espalhado no banco!

E se dormir um pouco? O tempo sempre passa mais rápido! Eh eh eh!

Uma ovelha…

Duas ovelhas…

Três ovelhas…

                              contar ovelhas

Setenta e quatro ovelhas…

Setenta e cinco ovelhas…

(LARALÁ LÁLA UAUUULAAAAA FAFAFALARÁ…)

Seten… Mas que é este barulho? Tiro os fones e ouço uma desvairada a cantar atrás de mim!

Jasuja!!! Mas eu estou no autocarro que vai para o manicómio? Ao menos se cantasse afinado! Mas credo! Cruzes! A mulher canta pior que o padre da minha diocese!

Enfio os fones ainda mais para dentro dos ouvidos e aumento o volume da música, mas os gritos que a mulher deita fazem-me suspeitar de algum ataque e baixar a música de vez enquando para saber se está mesmo tudo “bem”!

Passado um bocado, calou-se. Ufff! Lá pude então ter uma viagem mais ou menos descansada!

Após este sucedido, fez-me reflectir na moral da história: se houver bancos vagos juntos, o melhor é não sentarmo-nos lá! Procura um banco com pessoas ao lado que ao menos essas são pessoas do tipo “normal”!

Boas viagens e boa semana!

Jokas!

Feito pelos neurónios da Fiju às 19:16
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3 comentários:
De Admirador secreto da Fiju a 13 de Novembro de 2007 às 15:37
Um excelente artigo na linha daquilo a que nos tens habituado. A narrativa da sucessão de acontecimentos foi de tal forma exemplar que me senti na tua pele, e num tom bastante humorista o que fez com que partisse a tola a rir. Estragas-nos com mimos Fijuzita , continua a brindar-nos com os teus excepcionais artigos...e tens razão, simplesmente o tempo voa quando estamos felizes no entanto esses breves momentos não são definidos pela concepção humana das horas, pois perduram na memória de quem os viveu para a eternidade e possuém o condão de mudar uma vida. Por tudo aquilo que és, por tudo aquilo que emprestas ao mundo um grande bem-haja. Estou mortinho pelo próximo artigo uma vez que estou rendido aos encantos do teu blog. Beijos infindáveis para uma miúda muito especial.
De Filomena a 17 de Novembro de 2007 às 18:58
És uma escritora nata, por aquilo que leio, me cativas a ler tudo e tudo o que esta para trás...
Fazes uma pessoa ficar fascinada pela maneira simples e real com que escreve.
Bjs.
De angela a 10 de Janeiro de 2008 às 13:57
gostei desta historia, e tenho pena do sucedido :S
a mim nunca m aconteceu apesar dos milhoes de vezes k ando em autocarros, mas tmb ja tive situaçoes caricatas, desd um rapaz aos gritos por causa de tar a ver um filme do spider-man, ate um xinoka k keria k o kondutor parasse no meio da auto-estrada e o deixaxe ali, pork se tinha enganado no autocarro.
ja agr parabens pelo blog

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